O assunto chegou até mim em uma conversa casual: “Você já pensou em trabalhar para clubes de assinatura? Dizem que o mercado está crescendo rápido e falta gente para vender.” Eu, curiosa e já há tempos envolvida com a profissão de Closer Digital, mergulhei numa pesquisa inesperada que mudou minha percepção. Descobri um oceano de oportunidades, especialmente para quem já atua (ou quer atuar) de forma remota no universo das vendas. Neste artigo, quero compartilhar o que vi, vivi e aprendi sobre as oportunidades para closers digitais dentro do cenário dos clubes de assinatura. Talvez, depois da leitura, você veja essa tendência sob uma nova perspectiva – assim como eu.
O que são clubes de assinatura e por que estão crescendo?
Em poucas palavras, clubes de assinatura são empresas que entregam produtos ou serviços regularmente aos seus clientes mediante o pagamento de uma mensalidade. Pode ser café artesanal, livros, vinhos, produtos de beleza, snacks saudáveis, cursos, softwares, experiências e muito mais. Essa recorrência oferece praticidade ao consumidor e previsibilidade de receita para a empresa – dois desejos latentes do mundo moderno.
O modelo, que ganhou força mundialmente, encontrou espaço ainda maior no Brasil nos últimos anos. Segundo dados levantados pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, o número de clubes de assinatura no país saltou de 300 em 2014 para 800 em 2018, com um faturamento que superou a marca de R$ 1 bilhão. O crescimento de 167% em apenas quatro anos já indicava, lá atrás, um potencial que muitos ainda ignoravam.
Mas o impulso segue até hoje, impulsionado também pela explosão do comércio eletrônico nacional. Se você acompanhou algum dado de e-commerce recentemente, talvez saiba: as vendas online cresceram 286,7% entre 2016 e 2023, passando de R$ 53 bilhões para R$ 205,1 bilhões. E segundo o Relatório de Varejo Online da FTI Consulting, ainda há muito a crescer: o comércio eletrônico representa apenas 9% de todas as vendas de varejo no Brasil.
Clube de assinatura é recorrência, comunidade e experiência personalizada.
O papel do closer digital em clubes de assinatura
Tradicionalmente, associa-se o trabalho do Closer de vendas ao fechamento de contratos em lançamentos, consultorias ou produtos de alto valor. Mas, na minha experiência, vejo que o modelo dos clubes de assinatura abriu espaço para uma atuação diferente e com demanda crescente de profissionais focados em relacionamento, vendas consultivas e customer success.
O closer digital, nesses clubes, age como ponto de contato humano entre empresa e cliente potencial. Ele atua no círculo entre atração, qualificação, apresentação de planos e fechamento da assinatura – sempre de forma consultiva e personalizada, buscando entender dores do cliente e mostrar os ganhos da recorrência.
Minha percepção é que o closer digital em clubes de assinatura agrega valor em quatro principais etapas:
- Prospecção ativa: identificar e abordar leads que se encaixam no perfil ideal de cliente.
- Qualificação do lead: entender se existe fit entre a proposta do clube e o desejo/budget do contato.
- Apresentação da oferta: mostrar, de forma personalizada, como aquela assinatura pode facilitar o dia a dia ou proporcionar experiências únicas.
- Fechamento e onboarding: conduzir o lead à assinatura e acompanhar os primeiros passos, reduzindo churn precoce.
É nisso que está a força dos profissionais formados pelo Closer Digital: na união entre vendas, empatia, escuta ativa e uso inteligente dos canais digitais. Já vi clubes de assinatura com retenção acima da média transformarem seus índices a partir desse toque humano no processo de fechamento.
Por que clubes de assinatura buscam closers digitais?
Muitos gestores desses clubes relatam que parte significativa dos interessados na assinatura desiste nas últimas etapas, seja por insegurança ou dúvidas não esclarecidas. A automação sozinha, muitas vezes, não atende a expectativa de personalização. É aí que entra o closer digital: criar pontes de confiança e ajudar o lead a tomar uma decisão segura.
Em minhas conversas com founders, ouvi histórias de leads que ficaram meses no topo do funil até serem abordados por um closer e finalmente avançarem. O closer conhece as objeções e está preparado para lidar com elas, principalmente quando envolve recorrência:
- “Será que vou usar todo mês?”
- “E se eu quiser cancelar depois?”
- “Esse custo cabe no meu orçamento?”
- “Por que devo confiar nessa empresa?”
O closer digital sabe conduzir esse diálogo, trazendo casos concretos, exemplos e, principalmente, escutando as reais necessidades do cliente. Para muitos clubes, esse toque final pode aumentar o percentual de conversão em até duas vezes, segundo relatos de profissionais do setor.

Tipos de clubes de assinatura mais abertos a closes digitais
O leque é surpreendente. Já me deparei com oportunidades nos segmentos mais variados, dos mais tradicionais aos mais inovadores. A seguir, listo alguns dos setores que mais investem em closers digitais atualmente:
- Bebidas e alimentos artesanais: cafés especiais, vinhos, chocolates premium.
- Livros e cultura: clubes de leitura, livros infantis, comics e colecionáveis.
- Beleza e autocuidado: kits mensais de cosméticos, skincare, maquiagem.
- Saúde e bem-estar: suplementação, snacks saudáveis, produtos naturais.
- Educação e tecnologia: plataformas com acesso recorrente a cursos, mentorias, softwares e aplicativos.
- Pets: assinaturas para ração, brinquedos e acessórios para animais de estimação.
- Experiências personalizadas: caixas-surpresa que entregam novidades de acordo com o perfil do assinante (não só produtos físicos, mas experiências digitais também).
Existe, sim, uma concentração maior de oportunidades onde o ticket médio é mais alto e onde a personalização do pacote agrega muito valor. Mas arrisco dizer que, desde que exista a necessidade de entender o perfil do cliente para a assinatura ser um sucesso, há espaço para um closer digital.
Como encontrar oportunidades nesse mercado?
É comum receber essa pergunta de alunos e seguidores. Não existe uma “receita de bolo”, mas, em minha caminhada, observei alguns caminhos que trazem resultados concretos:
- Plataformas de vagas especializadas no mercado digital: essas plataformas, geralmente segmentadas, listam vagas específicas para vendedores remotos, SDRs e closers digitais.
- LinkedIn e redes profissionais: muitos founders de clubes de assinatura publicam aberturas diretamente nos seus perfis ou grupos especializados.
- Comunidades: grupos voltados à nova economia, vendas, clubes de assinatura e marketing costumam ser bons lugares para networking e indicações.
- Contato direto: ao identificar clubes que fazem sentido e que poderiam se beneficiar de um closer, faço questão de enviar uma mensagem personalizada, apresentando meu trabalho e sugerindo uma conversa.
- Eventos e webinars: muitos eventos do segmento digital contam com painéis sobre assinatura e customer success, onde é possível se conectar com empresas e times que já sentem falta desse perfil profissional.
Mandar uma mensagem personalizada para o clube pode abrir portas inesperadas.
Um detalhe: poucas empresas desse modelo usam nomenclaturas tradicionais em suas vagas. Às vezes, o cargo não está como “closer”. Pode ser “consultor de assinaturas”, “especialista de vendas recorrentes”, “sucesso do assinante” ou mesmo SDR focado em retenção. Fique de olho nelas!
Quais habilidades os clubes de assinatura mais valorizam?
Conversei com gestores, li descrições de vagas e revisei pesquisas sobre as soft skills e técnicas mais citadas. E cheguei a uma lista direta do que estão buscando:
- Capacidade consultiva: saber entender a rotina, perfil e necessidade de cada cliente. Nada de “vender por vender”.
- Escuta ativa: saber ouvir antes de propor.
- Conhecimento digital: domínio de plataformas de CRM, WhatsApp, e-mail marketing, automações e ferramentas de acompanhamento de leads.
- Empatia e comunicação clara: traduzir detalhes técnicos em benefícios práticos, de forma leve e acessível.
- Organização e acompanhamento: manter follow-ups consistentes, acompanhar a jornada do assinante e buscar feedback constante sobre a experiência.
- Adaptabilidade: entender que, em clubes de assinatura, a oferta e o perfil do cliente mudam com frequência.
Essas habilidades são aprofundadas no programa de formação do Closer Digital, que ajuda profissionais a se destacarem em diferentes nichos do mercado digital, incluindo clubes de assinatura.
Benefícios para quem atua como closer digital nesse segmento
Em muitas conversas com outros profissionais, ouvi relatos parecidos: a experiência em vender clubes de assinatura é recompensadora, tanto financeiramente quanto em aspectos não tão óbvios.
- Renda recorrente: muitos modelos adotam bônus sobre o valor acumulado das assinaturas fechadas, o que pode garantir estabilidade financeira. Me surpreendi ao ver casos de ganhos mensais superiores à média do mercado convencional. Inclusive, recomendo o artigo quanto ganha um closer digital para entender essas nuances.
- Flexibilidade de agenda: boa parte dos clubes operam no formato remoto, com liberdade de horários. Ideal para quem busca conciliar trabalho com outras atividades ou rotina familiar.
- Crescimento profissional: atuar com vendas recorrentes exige atualização constante e abre portas para cargos de liderança, customer success ou gestão de produtos, ampliando as possibilidades de carreira.
- Desenvolvimento de habilidades: lidar com vendas consultivas e pós-venda fortalece competências de comunicação, negociação e resolução de conflitos.
- Autonomia: a atuação geralmente foca em performance, entregando liberdade para traçar estratégias de abordagem sem rigidez.

A profissão de Closer Digital no universo dos clubes de assinatura está diretamente conectada ao propósito do BLOG CLOSER DIGITAL: criar oportunidades reais para quem deseja autonomia, renda e desenvolvimento em vendas remotas.
Quais desafios enfrentam os closers digitais em clubes de assinatura?
Nem só de cases de sucesso vivem os closers digitais. Vi, ouvi e vivi desafios concretos neste mercado. E faço questão de compartilhar, pois acredito que conhecer o caminho é metade da preparação:
- Lidar com churn elevado: muitas assinaturas são impulsivas, então organizar ações de onboarding e acompanhamento é essencial para manter o cliente engajado.
- Volume de leads nem sempre qualificado: ao contrário de vendas B2B de alto ticket, os clubes recebem grande quantidade de interessados. Nem todos converterão.
- Negociações recorrentes: o trabalho não termina com a venda; há sempre o cuidado em reduzir cancelamentos e aumentar o tempo de vida do assinante. Relacionamento é tudo.
- Necessidade de atualização constante: novos formatos, pacotes, campanhas e tecnologia estão em movimento contínuo.
- Pressão por metas mensais: a recorrência exige olho nos indicadores e ritmo constante de trabalho. Nem sempre dá para relaxar entre um ciclo e outro.
O diferencial está em conciliar vendas, estratégia de relacionamento e acompanhamento de métricas. E essa é uma habilidade cada vez mais solicitada, inclusive em grandes clubes do mercado brasileiro.
Quanto ganha um closer digital em clubes de assinatura?
Minha curiosidade sobre ganhos me fez buscar relatos e dados. Os valores variam bastante conforme segmento, volume de assinaturas, política de bônus e ticket médio. Em geral, há pagamento fixo (menor, mas frequente) com comissões que podem chegar a 10-15% do valor do contrato anual.
Me deparei com casos de profissionais com ganhos entre R$ 3.000 e R$ 7.000 mensais, mas também cheguei a conhecer closers que superam a casa dos R$ 10.000, principalmente em segmentos mais exclusivos ou com tíquete mais alto.
O segredo, compartilho de experiência própria, é combinar boa base de leads, técnica de vendas consultivas e acompanhamento constante. Para quem quer entender as etapas para se tornar um closer digital de sucesso, recomendo o conteúdo detalhado como se tornar um closer digital, um guia prático baseado nas melhores práticas do setor.
Dicas práticas para quem quer atuar com vendas recorrentes
Depois de anos acompanhando a expansão dos clubes de assinatura, fiz uma síntese das dicas mais valiosas para quem quer iniciar (ou aprimorar) sua atuação nessa área:
- Entenda a fundo o produto: teste, pergunte, conheça cada detalhe do clube.
- Pratique a escuta ativa: cada lead tem motivações e prioridades diferentes.
- Use storytelling: histórias de outros assinantes encurtam distâncias e geram identificação.
- Trabalhe o pós-venda: acompanhamento nos primeiros meses reduz cancelamentos e fortalece a relação com o cliente.
- Mantenha organização na rotina: use planilhas, CRMs e checklists para não se perder.
- Invista em networking: mais que vagas abertas, as melhores oportunidades brotam de indicações e conexões construídas ao longo do tempo.
Conhecimento, conexão e acompanhamento são o tripé do sucesso em vendas recorrentes.
O futuro dos closes digitais nos clubes de assinatura
Em minha visão, o cenário é promissor. A demanda por closers digitais especializados só tende a aumentar, acompanhando a maturidade dos clubes e o crescimento do e-commerce brasileiro – que, como vimos, ainda representa apenas uma fração do varejo total. O diferencial humano, em meio a tanta automação, será cada vez mais o fator determinante entre um cliente fechar (ou renovar) sua assinatura e buscar outra solução.
Pessoas de diferentes perfis e histórias já estão se beneficiando desse modelo: mães, profissionais em transição, jovens em busca do primeiro emprego remoto, e até veteranos em busca de novas experiências digitais.
E, para quem busca liberdade geográfica, flexibilidade na rotina e renda crescente, o universo dos clubes de assinatura é, sem dúvida, um dos campos mais férteis para construir essa trajetória.
Se você deseja conhecer histórias reais, estudar cases de sucesso e aprofundar seus conhecimentos em vendas remotas, vale explorar conteúdos sobre closer de vendas e tendências do mercado digital no BLOG CLOSER DIGITAL. Toda semana, compartilho práticas, entrevistas e dicas para quem quer trilhar um novo caminho, mesmo começando do zero.
O futuro dos clubes de assinatura será cada vez mais humano. E os closers digitais são protagonistas nessa transformação.
Se você sente que chegou a hora de dar esse próximo passo profissional, convido você a conhecer o conteúdo completo do BLOG CLOSER DIGITAL e fazer parte do movimento que transforma vidas através da venda e liberdade, uma assinatura (ou venda) por vez.