Nos últimos anos, tenho percebido uma mudança clara nas minhas conversas com profissionais do digital: as mulheres estão conquistando cada vez mais espaço. Mas também noto que, apesar desse avanço, construir uma boa rede de contatos ainda é um desafio para muitas. O networking feminino nem sempre acontece de forma natural no mercado digital, e isso impacta diretamente quem deseja crescer, conquistar a tão sonhada liberdade financeira e, claro, fechar mais vendas remotas. Pensando nisso, quero compartilhar aqui minha visão prática sobre como construir sua rede, e por que isso faz tanta diferença, inclusive para quem está começando do zero.
Por que o networking feminino importa no digital?
Falar em networking é mais do que ir a eventos ou adicionar pessoas no LinkedIn. Para nós, mulheres, a construção dessa rede tem um papel ainda maior na ocupação de espaços estratégicos no mercado digital. E não é só impressão: dados mostram a diferença de participação feminina em algumas áreas, como em tecnologia, vendas e empreendedorismo digital.
Segundo o Relatório W-Tech 2025, do Observatório Softex, apenas 19,2% dos especialistas em TI no Brasil são mulheres. Esse número me chamou muita atenção, pois revela como a troca e o apoio entre nós são necessários, principalmente em ambientes naturalmente mais masculinos.
Já no e-commerce, pesquisa da e-bit em parceria com a Navegg mostra que as mulheres já representam 50,2% do volume de pedidos no e-commerce brasileiro. Mesmo assim, o faturamento dos homens ainda é maior, mostrando que fortalecer relações pode ser um caminho para fechar negócios mais relevantes, conquistar contratos maiores e até empreender com mais liberdade.
E, para mim, o aspecto mais inspirador é ver dados como os disponibilizados pela Nuvemshop: seis em cada dez pequenas e médias lojas virtuais no Brasil já são administradas por mulheres. Moda, acessórios e artesanato concentram grande parte dessas empreendedoras, mas o digital está aberto para todas, principalmente para quem aprende a construir relações sólidas e reais.
Quem se conecta, cresce mais rápido.
O que é networking de verdade?
Eu confesso que sempre tive um certo receio da palavra networking. Parecia algo forçado, artificial. Mas aprendi que, na prática, networking é simplesmente criar relações com pessoas que nos inspiram, nos ensinam e também aprendem conosco. No contexto do Closer Digital, essa troca é ainda mais necessária porque a venda consultiva, o trabalho remoto e as novas oportunidades digitais dependem muito do boca a boca digital e da boa reputação construída.
Diferente do que muita gente pensa, não se trata de acumular contatos, mas de criar conexões verdadeiras. E isso me faz pensar em três princípios que levo comigo:
- Ouvir mais do que falar;
- Gerar valor antes de pedir algo em troca;
- Seguir construindo vínculos, mesmo quando não há interesse imediato na relação.
Esses são pontos que vejo diariamente sendo incentivados dentro da comunidade Closer Digital, onde mulheres compartilham dúvidas, oferecem dicas e se apoiam na busca por liberdade financeira.
Desafios do networking feminino no ambiente digital
Falar de networking feminino é também falar de algumas barreiras que precisamos superar. Entre os principais desafios que escuto de alunas e colegas, estão:
- Falta de tempo (principalmente para mulheres que também são mães);
- Dificuldade em se posicionar nas redes sociais;
- Medo de exposição e julgamentos;
- Insegurança para iniciar conversas ou pedir indicações;
- Sensação de não pertencer a certos grupos profissionais.
Para mim, essas barreiras são reais, mas não são intransponíveis. Eu já passei por boa parte delas, e posso dizer que hoje tenho clareza de que autenticidade e consistência são mais importantes do que quantidade de contatos.
Como construir uma rede de contatos de verdade?
Agora, quero compartilhar o que considero o passo a passo mais prático para começar, sem enrolação e com aplicabilidade, ideal para quem quer resultado rápido e, principalmente, sustentável.
1. Posicione-se com sua verdade
Como dizemos muito no Closer Digital, quem não se posiciona, vira multidão. Escolha uma área para atuar, um tema para propagar e, principalmente, mostre com clareza quais dores você resolve. Isso atrai pessoas alinhadas ao seu propósito.
2. Use as redes ao seu favor
LinkedIn, Instagram, grupos de WhatsApp e Slack são ambientes que facilitam a conexão. Sou favorável à participação ativa em grupos, mas sem aquele viés de autopromoção forçada. Quando compartilho conteúdos relevantes, minhas conexões crescem naturalmente, sem que eu precise enviar dezenas de mensagens privadas.

3. Pratique o networking de valor
Um conselho que fez muita diferença para mim: antes de pedir, sempre pense no que você pode oferecer. Compartilhe dicas, indique oportunidades, recomende livros, sugira conteúdos. Aliás, se o tema é vendas digitais, recomendo muito a leitura da seleção de melhores livros sobre vendas que já listei aqui no blog.
4. Participe de comunidades segmentadas
Quem se conecta em ambientes realmente alinhados com seus objetivos cresce mais rápido. Grupos específicos de mulheres no digital, fóruns de vendas, comunidades de mães empreendedoras e, claro, hubs como o Closer Digital encurtam distâncias e aumentam as oportunidades.
5. Marque presença em eventos online e offline
Participei de inúmeros eventos digitais, webinars, lives, cafés virtuais, mentorias coletivas, e afirmo que sempre saio com pelo menos um contato interessante. Priorize eventos que estejam realmente conectados à sua área de atuação.
6. Siga cultivando as relações
Não adianta nada criar conexões e sumir. Dedique tempo, mesmo que curto, para manter contato, cumprimentar em datas especiais e também celebrar conquistas alheias.
Dicas práticas para mulheres iniciando no mercado digital
Muitas mulheres que buscam o Closer Digital querem mudar de carreira, sair do zero ou migrar do CLT para o trabalho remoto. Por isso, decidi listar algumas dicas que eu gostaria de ter ouvido quando comecei:
- Não espere ter todas as respostas antes de se conectar. Muitas vezes, uma simples dúvida compartilhada pode gerar empatia e iniciar uma ótima relação;
- Evite restringir seu networking somente a quem está na mesma fase que você. Procure contato com mulheres de diferentes níveis de experiência;
- Use o Instagram para mostrar bastidores e processos, não só resultados finais;
- Seja ativa em debates, mesmo nos comentários dos posts de outras profissionais;
- Busque mentorias com quem você admira (não subestime o poder de um contato inicial bem feito);
- Não se cobre perfeição. Rede se constrói com consistência, não com pressa.
Networking e vendas: mais conexão, mais oportunidades
O networking feminino tem um impacto direto sobre oportunidades de negócios. Quem trabalha ou quer trabalhar como closer digital, por exemplo, sabe que boa parte dos contratos e indicações chegam “por tabela”, através de alguém que ouviu sobre determinado serviço, que conhece seu estilo ou que já viu depoimentos de outros clientes satisfeitos.
E não digo isso só pela minha experiência pessoal. Dentro do movimento Closer Digital, vejo histórias de mulheres que fecharam seus primeiros contratos apenas por terem participado de grupos de networking, eventos ou mentorias. Algumas, inclusive, conquistaram vagas mesmo sem ter experiência anterior em vendas, simplesmente por demonstrarem vontade, postura e interesse genuíno em aprender.
E quando me perguntam “Como consigo meu primeiro contrato de closer?”, recomendo sempre o artigo completo como se tornar um closer digital, com um passo a passo que inclui a importância da rede de contatos.
Como evitar erros comuns ao construir sua rede
Já vi muita gente errando ao tentar montar um networking feminino. Costumo identificar alguns deslizes frequentes:
- Abordagens frias e genéricas (“Oi! Vi seu perfil e queria te conhecer”);
- Solicitações de indicações sem nenhuma entrega de valor prévia;
- Participação em grupos apenas para vender, nunca para ajudar;
- Sumir após fechar uma oportunidade (isso queima o networking para sempre);
- Comparações e competição, quando o ideal é colaboração.
O segredo, na minha experiência, está no equilíbrio entre apresentar-se, ouvir e oferecer ajuda antes de pedir.

Como o networking transforma sua carreira no digital?
Em todos os níveis de carreira, notei que a rede de contatos pode ser o diferencial responsável por saltos de crescimento. Para mulheres que querem viver da profissão de closer digital, o networking é duplamente relevante: ele traz aprendizado contínuo e abre portas para novos clientes.
Muitas vezes, são justamente os depoimentos de colegas, as parceiras de trocas e até as críticas construtivas vindas desse círculo que ajudam a aprimorar a abordagem comercial, seja nas vendas pelo WhatsApp, negociações ou estratégias de prospecção que ensino no guia de closer de vendas.
Além disso, vejo muita força em manter o mindset alinhado, algo que só é possível quando estamos num ambiente com outras mulheres que também querem crescer. Gosto bastante de discutir sobre rotina, posicionamento e até métodos práticos para organizar o home office e usar a tecnologia a nosso favor.
Inteligência digital: como a tecnologia potencializa o networking feminino?
Hoje, construir networking feminino está muito mais acessível graças à tecnologia. Inteligência artificial, automação, CRMs e plataformas de comunidade ajudam a acompanhar contatos, agendar conversas, enviar conteúdos personalizados e manter o relacionamento sem sobrecarga.
Inclusive, recomendo para quem quer aprofundar o tema o artigo sobre inteligência artificial e vendas, com novas práticas para agilizar a rotina comercial e fortalecer conexões.
A tecnologia não substitui a relação humana, mas torna possível se conectar, aprender mais rápido e manter relações duradouras mesmo em ritmo acelerado.
Como o Closer Digital apoia mulheres no networking?
O Closer Digital tem sido, na minha escolha pessoal e profissional, o melhor ambiente para quem quer construir networking feminino no mercado digital. O motivo é simples: além de reunir mais de 7 mil mulheres, mães e profissionais buscando autonomia e renda recorrente, conecta pessoas com objetivos parecidos, sem competição tóxica.
Costumo dizer que, além de conteúdo, o grande diferencial do Closer Digital é o senso de comunidade. Lá, cada nova história de sucesso inspira e puxa novas mulheres a darem seus próprios saltos, sempre com apoio prático, mentorias, lives e oportunidades de vagas reais.
Já conheci plataformas concorrentes. Algumas são bastante conhecidas, como grupos de vendas digitais em outras escolas, mas percebi que faltam espaços realmente acolhedores e que encorajem a colaboração entre mulheres para além do foco apenas no resultado imediato. Acompanhando relatos das alunas, noto que a proximidade, incentivo e leveza fazem com que o Closer Digital seja mais que um curso, mas um verdadeiro movimento.
Se você ainda tem dúvidas sobre o que faz um Closer Digital, recomendo começar pelo artigo O que faz um closer digital?. Vai ajudar a entender como essa profissão pode transformar sua vida, principalmente se conectada a uma rede forte de apoio.
Networking feminino é para quem quer liberdade
Para mim, networking feminino no mercado digital é sobre liberdade. Liberdade de escolher onde e como trabalhar, negociar, empreender, tudo isso com o suporte de uma rede sólida.
Reafirmo: não existe atalho, mas o caminho se torna muito mais rápido quando você se conecta com outras mulheres que trilham objetivos parecidos.
Se você sente que está pronta para uma virada profissional real através das vendas e quer construir sua própria história de sucesso com liberdade, renda e protagonismo, convido a conhecer mais sobre o Closer Digital, trocar com outras mulheres inspiradoras e fazer parte desse movimento que já está mudando vidas, uma venda por vez.